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22 de Julho de 2017

Quero advogar, alguém incentiva?

Comecei a advogar assim que me formei. Desde lá, em 90% das vezes, não ouço grandes estímulos de quem já está na profissão que me fizesse ter vontade de permanecer na mesma.

Afirmo que a porcentagem de incentivos que tive vieram das reuniões e palestras da OAB da minha subseção, que enalteceram a carreira. Isso mostra a extrema importância da participação da liderança da OAB nesses casos, pois a grande massa está desanimada.

Assim, fora lá, não tenho grande apoio dos meus colegas durante o dia a dia.

Quero advogar algum incentiva

Eles se mostram extremamente desanimados com a falta de valorização do profissional, com a desunião da classe, a falta de pagamentos dos clientes, a incerteza de salário, a falta de resposta do judiciário, por não terem férias de verdade, feriados não trabalhados, licenças remuneradas e despreocupadas, entre outras ponderações.

Sempre que a conversa “profissão” acontece pelos corredores forenses, em maioria ouço: “se você puder, faça um concurso”, querendo dizer: "fuja enquanto há tempo”. Não há como se animar e ter visão de futuro promissor com isto. Não os critico, acredito realmente que algo está errado e, gostaria de buscar formas de melhorar.

A proliferação da abertura de cursos de direito nas universidades e faculdades, bem como o aumento dos números de turmas nas que já possuíam o curso, são um dos motivos de desânimo. Não preciso nem tecer grandes comentários sobre este assunto, a discussão já é enorme quanto a insatisfação dos profissionais de todos os ramos quanto a diminuição da qualidade do ensino profissionalizante e o aumento dos profissionais despreparados.

Há também uma cultura dentro dos fóruns e outras instituições desvalorizante ao profissional da advocacia. Vejo que alguns dos servidores ou trabalhadores locais (deixo claro que não são todos), passam aos estagiários e estudantes que a maioria dos outros profissionais é superior a um advogado, como se advogar tivesse sido a última opção daquela pessoa. Acreditem, já ouvi o seguinte: “Ele não deve ter conseguido passar em nenhum concurso, então resolveu advogar mesmo, que é o mais fácil de passar”.

Como se o exame da ordem fosse a mais simples das provas. Não nos formamos advogados, nos formamos bacharéis, ainda precisamos passar na ordem para exercer a profissão.

Como se fosse fácil receber um prazo de 05 dias, que começa na quinta-feira e acaba na segunda. Como se fosse fácil explicar aos clientes o porquê de a ação não ter sido exitosa e esperar receber seus honorários mesmo assim. Como se fosse fácil ter uma petição não lida, entre tantas outras dificuldades.

Quero advogar algum incentiva

Vejo com isso que alguns advogados acabam tendo receio de ir conversar com um Juiz ou Promotor, se sentindo inferiores. Ou até pelo bloqueio para se conseguir chegar até eles. Alguns servidores, assessores e estagiários já se exaltam quando preferimos não falar com eles (que é nosso direito). Vejo receios em audiências de conciliação, quando os advogados são forçados a aceitar um acordo," senão a sentença será assim... ".

Também percebo o desanimo pela desunião da classe. Você faz o seu preço, e o colega da esquina o abaixa. Você cobra consulta, o outro não. O cliente lhe procurou, possui a sua procuração, mas o outro passa na sua frente e fala diretamente com o seu cliente. Tentamos um acordo e o colega quer litígio, para garantir seus honorários. A ética profissional é esquecida por alguns nos processos... As brigas processuais são levadas para o lado pessoal.

Quero advogar algum incentiva

No entanto, a verdade é a seguinte: durante a vida, quase todo mundo precisará de um advogado. Seja para processos, consultas formais, ou aquelas informais, que alguém lhe faz no meio de um happy hour. Todos tem, no mínimo, uma dúvida jurídica e nada como buscar um profissional da área para saná-la.

Não podemos esconder algumas coisas... Estou há pouco tempo advogando e vejo a amargura de não ter certeza se o cliente virá pagar naquele mês, se entrará valores, quando e quanto entrará. É difícil explicar ao cliente os motivos de se cobrar uma consulta. Já entendi que se você receber um alto valor de honorários, não pode sair por ai extravasando, devendo sempre ter uma reserva para caso não entre nada nos próximos meses. Já vi que não tenho feriados e férias serão difíceis. Licença maternidade então... Não será das mais tranquilas.

Mas confesso que já percebi também as facilidades de um profissional liberal. Podemos ganhar muito mais se nos dedicarmos. Não temos horário para nada, podemos organizar nossa semana como bem entendemos, nos horários que queremos. Podemos ser chefes de nós mesmos se abrirmos nosso escritório. Após receber nossa ordem, somos advogados aonde formos, não dependendo de concessão nenhuma para isto. Já notei o impressionismo de pessoas mais velhas ao dizer minha profissão. Entre outros...

Eu acredito que você pode ter excelência em qualquer profissão, se desejar exercê-la. Nenhuma é fácil, todas possuem seus prós e contras. O que não podemos, jamais, é desvalorizar ou desmotivar um profissional.

Quero advogar algum incentiva

Mas deixo minha pergunta: E vocês, leitores? Passaram/passam por isto também? Como vocês tem se sentido com relação à advocacia?

373 Comentários

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É isso ai Doutora! Ótima abordagem.
Me formei em 2006, estava trabalhando em uma instituição financeira, o que me prendeu até o inicio desse ano. Mas sempre pensava: e se um dia eu precisar ou querer advogar? Como será entrar no mercado? Sabe aquela insegurança de recém formado? então, passei por isso esse ano. Fui desligado do Banco em que eu trabalhava, e todos me incentivaram a estudar para concurso, foi o que eu fiz, passei 6 meses estudando 12 horas por dia, "torrei" todo meu acerto gordo do Banco nessa empreitada. Mas, a reserva acabou e eu me vi obrigado a arrumar um emprego. Ai pensei, e agora? volto para Bancos? ou tento na minha área de formação? foi isso que eu decidi. Já que estava nessa situação, era "tudo ou nada". Comecei a procurar em escritórios de advocacia aqui da cidade. E vários advogados me desestimulavam a não seguir a advocacia: o campo esta ruim! muita gente no mercado! cliente não paga! Até que encontrei uma oportunidade em um escritório que atua na área Bancária, foi perfeito! Juntar a fome com a vontade de comer. 10 anos de experiência em Banco iriam me servir de alguma coisa. Assim, estou a 3 semanas nesse escritório. Tudo é muito difícil, conseguir clientes então, nem se fala. Mas por incrível que pareça, estou muito animado, Estou muito feliz por finalmente atuar na minha área, e tenho muitos planos. Vontade de crescer é tamanha, que diariamente me atualizo, estudo assuntos da área. Pensando em até iniciar um Mestrado o ano que vem. Por isso eu falo, a todos que vão iniciar, se não tem nada a perder, experimentem!! Primeiro conheçam, para depois descartar a possibilidade.
Hebert Giesteira continuar lendo

Hebert, imagino sua coragem na mudança, realmente é uma grande força de vontade, inspiradora aos que não a possuem. Imagino você nesta fase de estudos, na pressão de ter que conseguir algo antes que suas reservas acabassem. Eu já queria advogar, mas além disso, assim que me formei, já peguei logo a minha ordem também por precisar estar trabalhando. Sem dúvida, a maioria de nossos colegas passaram pela mesma coisa e é muito legal ver que você está feliz. Suas palavras informam aos na dúvida: você se afastou da área que escolheu para a vida e estava bem em outra, até descobrir que é muito mais feliz nesta. Parabéns, boa sorte e muito sucesso.
Obrigada pelo comentário. continuar lendo

Ocorre que, em se tratando de advogado, ainda está em vigência a LEI DO IMPÉRIO DE 11 DE AGOSTO DE 1827, que cria dois cursos de Ciências Jurídicas e Sociais, introduz regulamento, estatuto para o curso jurídico e, em seu artigo 9º dispõe sobre o Título (grau) de doutor para o Advogado.

Eis o texto: “Art. 9.º - Os que freqüentarem os cinco annos de qualquer dos Cursos, com approvação, conseguirão o gráo de Bachareis formados. Haverá tambem o gráo de Doutor, que será conferido áquelles que se habilitarem com os requisitos que se especificarem nos Estatutos, que devem formar-se, e sò os que o obtiverem, poderão ser escolhidos para Lentes.” (sic)

Segundo a lei em pauta, o título de Doutor é destinado ao bacharel em direito que se habilitar ao exercício da advocacia conforme os requisitos destinados.
Explico: atualmente, o Estatuto da OAB determina a necessidade de, além de preencher uma série de requisitos, ser aprovado em Exame de Ordem, para, só então, o bacharel em Direito poder ser considerado Advogado.

Portanto, legalmente falando, o Advogado, habilitado segundo o Estatuto da OAB, é Doutor.
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Dicionário de Tecnologia Jurídica de Pedro Nune, coloca muito bem a matéria. Eis o verbete: BACHAREL EM DIREITO - Primeiro grau acadêmico, conferido aquém se forma numa Faculdade de Direito. O portador deste título, que exerce o ofício de Advogado, goza do privilégio de DOUTOR.
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Não apenas pelo Direito, mas pela Tradição, o título de Doutor pertence aos Advogados. continuar lendo

Excelente justificativa Hebert! continuar lendo

Justificativa joia!!!! continuar lendo

Charles C

Ótimo esclarecimento. Creio que esta nefasta vaidade contribui para o descrédito dos "Doutores". continuar lendo

Ok Prezado Charles, ou prefere que te chamo de Doutor?

Curiosamente já li o texto exposto pelo senhor. Não estou aqui para levantar discussões acerca desse assunto. Continuo utilizando a expressão "Doutor" pela tradição. Eu não faço questão desse tratamento, mas por respeito aos colegas, os chamo assim.
Em pesquisa ao tema, encontrei uma ótima abordagem de um colega de Foz do Iguaçu, segue o texto e o link:

"Advogado é Doutor?

Quem me conhece pode confirmar que sou uma pessoa mais que adequada para discutir este tema, pois não faço qualquer ostentação de meu bacharelado em Direito e do exercício de minhas funções como Advogado. E foi justamente desta despretensão que surgiu a curiosidade e, finalmente, a questão: afinal, advogado é Doutor?

Qualquer pessoa que consulta e que conhece um advogado sempre o trata como “Doutor”. Alguns já me disseram que “em terra de cego quem tem um olho é Rei”. Com essa frase, querem dizer que em terra de milhões de analfabetos, quem tem o título de bacharel é Doutor.

Nem de longe esse dito popular justificaria o uso do “Doutor” pelos advogados. Os argumentos são outros, como veremos a seguir.

Antes de tudo, cumpre anotar que, atualmente, o título de Doutor é conferido pelas universidades aos estudiosos que, após concluírem curso de graduação, ingressam em curso de pós-graduação (doutorado) e, mediante defesa de uma tese, adquirem o título em questão, passando ou não pelo mestrado ou outro curso de especialização.

Academicamente falando, esta é a forma de se conseguir o título de “Doutor”.

Ocorre que, em se tratando de advogado, ainda está em vigência a LEI DO IMPÉRIO DE 11 DE AGOSTO DE 1827, que cria dois cursos de Ciências Jurídicas e Sociais, introduz regulamento, estatuto para o curso jurídico e, em seu artigo 9º dispõe sobre o Título (grau) de doutor para o Advogado.

Eis o texto: “Art. 9.º - Os que freqüentarem os cinco annos de qualquer dos Cursos, com approvação, conseguirão o gráo de Bachareis formados. Haverá tambem o gráo de Doutor, que será conferido áquelles que se habilitarem com os requisitos que se especificarem nos Estatutos, que devem formar-se, e sò os que o obtiverem, poderão ser escolhidos para Lentes.” (sic)

Segundo a lei em pauta, o título de Doutor é destinado ao bacharel em direito que se habilitar ao exercício da advocacia conforme os requisitos destinados.
Explico: atualmente, o Estatuto da OAB determina a necessidade de, além de preencher uma série de requisitos, ser aprovado em Exame de Ordem, para, só então, o bacharel em Direito poder ser considerado Advogado.

Portanto, legalmente falando, o Advogado, habilitado segundo o Estatuto da OAB, é Doutor.

Porém, não fiquei muito à vontade em justificar o título de Doutor de minha classe profissional unicamente em uma lei sancionada em 1827. Aprofundei, então, o estudo sobre o tema e descobri que não se trata de uma mera questão de lei, mas de tradição. E referida tradição não é da história contemporânea ou exclusiva de nosso país, mas tem seu nascedouro em tempos antigos.

Antes de tudo, cumpre esclarecer que a tradição é também fonte legítima de Direito.

Segundo a História, somente se outorgou pela primeira vez o título aos filósofos, chamados de “doctores sapientiae”. Os que promoviam conferências públicas sobre temas filosóficos, também eram chamados doutores. Aos advogados e juristas era atribuído o título de “jus respondendi”, ou seja, o direito de responder.

Pelas Universidades o título foi outorgado pela primeira vez a um advogado, que passou a ostentar o título de “doctor legum”, em Bolonha. Existia também o título denominado “doctores es loix”, que só era conferido àqueles versados na ciência do Direito.

Depois disso, a Universidade de Paris passou a conceder a honraria somente aos diplomados em Direito, chamando-os de “doctores canonun et decretalium”. Após a fusão do Direito com o Direito Canônico, os diplomados eram chamados de “doctores utruisque juris”.

Nas palavras do Advogado Júlio Cardella, “honraria legítima e originária dos Advogados ou Juristas, e não de qualquer outra profissão. Os próprios Juizes, uns duzentos anos mais tarde, protestaram (eles também recebiam o título de Doutor tanto das Faculdades Jurídicas como das de Teologia) contra os médicos que na época se apoderavam do título, reservado aos homens que reservam as ciências do espírito, à frente das quais cintila a do Direito! Não é sem razão que a Bíblia – livro de Sabedoria – se refere aos DOUTORES DA LEI, referindo-se aos jurisconsultos que interpretavam a Lei de Moisés, e PHISICUM aos curandeiros e médicos da época, antes de usucapido o nosso título!” (Tribuna do Advogado de Outubro de 1986, pág. 5)

Em continuidade ao artigo supra citado, o Dr. Júlio Cardella arremata: “Sendo essa honraria autêntica por tradição dos Advogados e Juristas, entendemos que a mesma só poderia ser estendida aos diplomados por Escola Superior, após a defesa da tese doutoral. Agora, o bacharel em Direito, que efetivamente milita e exerce a profissão de Advogado, por direito lhe é atribuída a qualidade de Doutor. Se não vejamos: O Dicionário de Tecnologia Jurídica de Pedro Nune, coloca muito bem a matéria. Eis o verbete: BACHAREL EM DIREITO - Primeiro grau acadêmico, conferido aquém se forma numa Faculdade de Direito. O portador deste título, que exerce o ofício de Advogado, goza do privilégio de DOUTOR.” (Idem)

Demais disso, se para ser Doutor há a necessidade de defesa de “tese”, é justamente este o trabalho diário de todo advogado perante os Juízos das Comarcas e Tribunais. Todo operador do Direito tem como tarefa diária a defesa de teses: o advogado propõe teses para oferecer uma ação, para defender um cliente, para contrariar o conteúdo de uma decisão judicial (recursos), etc. Referidas teses são constantemente avaliadas pelos Juizes e, em alguns casos, apreciadas pelo Ministério Público. Vale lembrar que os Juizes constroem suas teses nas decisões que proferem, decisões estas que são avaliadas e às vezes contrariadas pelos advogados que interpõem recursos. Os próprios Tribunais Superiores são órgãos avaliadores e construtores de teses jurídicas (jurisprudência). Os Promotores de Justiça, por seu turno, expões suas teses dentro de todo o tipo de ação que propõem ou que se manifestam.

Teses, teses e mais teses, eis a função diária de todo operador do Direito. Por isso, o juslaborista é um Doutor por excelência.

Ainda citando o Dr. Júlio Cardella, cumpre anotar o seguinte trecho de seu artigo sobre o tema: “Muitos colegas não têm o hábito de antepor ao próprio nome, em seus cartões e impressos, o título de DOUTOR, quando em verdade, devem fazê-lo, porque a História nos ensina que somos os donos de tal título, por DIREITO E TRADIÇÃO, e está chegada a hora de reivindicarmos o que é nosso; este título constitui adorno por excelência da classe advocatícia.” (Idem)

Não apenas pelo Direito, mas pela Tradição, o título de Doutor pertence aos Advogados.

Apenas para reflexão, vale anotar que não basta ter o legítimo direito de sermos chamados de Doutor, mas há a necessidade de que cada Advogado entenda qual o verdadeiro significado de tal título. Mas isto seria um tema para uma outra discussão.

Definitivamente, o Advogado é Doutor (mas, por favor me chame de Denis, obrigado)."
Autor: Denis C. da Cruz

http://www.oabfi.com.br/artigos.php?id_artigo=171 continuar lendo

Caro Herbert,

Duvido que advogados tenham automaticamente o título de doutorado, como tu afirmas. A simples prova é tentar usar o bacharelado em direito em qualquer prova de títulos: tu nunca obterá os pontos respectivos ao doutorado.
O que existe no Brasil, é que na prática usamos a palavra "doutor" como um pronome de tratamento, herança de uma época em que poucos tinham qualquer grau acadêmico.

Ao meu ver, só exige ser tratado como doutor quem tem algum problema de auto-estima, inclusive quem tem doutorado de verdade.

Essa é minha humilde opinião, continuar lendo

Quase todos os advogados trabalham, forçosamente, na justiça do trabalho por ser o caminho mais fácil de receber algum honorário. Excetuando-se a justiça do trabalho, o maior problema do advogado tem sido o desrespeito dos Estados no que concerne à advocacia dativa. Quase a totalidade das ações nas varas de família é patrocinada por advogados dativos. E é natural que assim seja. Divórcios e ações de guarda e alimentos normalmente são requeridos por pessoas com poucas condições econômicas para custear os honorários advocatícios. Contudo, não bastasse os honorários arbitrados pelos magistrados em valores tão ínfimos que chegam a ser aviltantes, recebê-los do Estado é tarefa hercúlea e, porque não dizer, desonrosa, haja vista que faz parecer um pedido de esmolas. Advogar no direito tributário além de ser para poucos, tem o inconveniente de serem ações que duram uma eternidade e que podem, ao final, ocasionar prejuízos para o advogado que trabalha além do que fora combinado. Na justiça criminal, essa até que remunera bem. Mas corre-se o risco de não viver para usufruir o fruto do trabalho. E o risco não existe apenas em relação à parte adversária. Muitas vezes o advogado é vítima de seu próprio cliente que, tendo sua pretensão frustrada, acredita ter sido enganado e busca “vingança”. Resta então aos advogados tentar a sorte nos departamentos jurídicos de empresas ou como consultores autônomos e nos órgãos públicos através do concurso. continuar lendo

Abrimos um tópico dentro do artigo de nossa Colega / Doutora. Mas foi válida a abordagem. Concordo com todas as opiniões aqui explanadas. Meu respeito aos caros colegas, ou caros Doutores.
Tradição ou não, por lei ou não, o importante é o respeito entre todos da classe, atitudes éticas para uma busca inconstante de justiça, pois essa é a finalidade.
Bom dia e bom trabalho a todos continuar lendo

Hebert, recomendo um parceiro para a empreitada de vocês. Dr. Luciano Duarte Perez, advogado, especialista em direito bancário. Escritório dele é em florianópolis, mas tem o site da acessoria para o contato. Participei em uma palestra em que ele ministrou, estou cursando Direito e fiquei ainda mais empolgado em ingressar como advogado quando me formar e não concursar.
Abraço. continuar lendo

Parabéns, colega. Dizes que tens pouco tempo de advocacia, mas neste tempo já conseguiste conhecer todo o contexto da prática advocatícia. Tenho 30 anos de advocacia e garanto, é uma profissão maravilhosa, com muitas batalhas não só na esfera juridica como no dia a dia, no escritório, no relacionamento com colegas e clientes. Vale a pena, colega. Segue em frente. continuar lendo

Obrigada, colega Maria. Que bom ler isto. Nossa profissão realmente é maravilhosa, somos essenciais a justiça, só não podemos nos esquecer disso. continuar lendo

Prezada Drª Gláucia

Li e reli seu artigo.
Pensei e refleti de dois modos de ver a questão narrada.
A primeira como um desabafo, onde me solidarizo, onde passei e passo a mesma situação.
A segunda, no estímulo de querer superar as mazelas da advocacia, visando as boas conquistas.
Como na balança do símbolo do direito, percebi que a primeira pesou mais juntamente com as mazelas do que as glórias, triste realidade.
Trabalho numa região onde não podemos sonhar na cobrança de consultas de honorários, povo pobre e sofredor, a tão sonhada serve como repelente para os clientes.
Enfim, sempre o cansaço e o desânimo está a porta do meu escritório pela manhã me recebendo de braços abertos, mas num súbito algo dentro de mim me impulsiona a continuar, não sei o que é, acredito numa força Divina, e a vida segue no seus dias.
Então, faço das palavras de minha genitora minha força, "meu filho, não desista, um dia de cada vez, alguém hoje precisa de você".

abraços, parabéns pelo artigo. continuar lendo

Paulo, conseguistes exprimir o que eu senti ao escrever, de um lado uma grande vontade de melhorar e de outro um enorme desabafo. Depois que publiquei e recebi os comentários dos colegas, me senti até mais leve, pois percebi que não sou única neste sentimento.
Te parabenizo pelo seu trabalho, por tudo que você narrou, são profissionais como você que são exemplos para nós.
Lindas as palavras de sua mãe, realmente, um grande estímulo.
Obrigada pelo comentário, colega. continuar lendo

Drª. Glaucia, todos nós advogados passamos pelos mesmos percalços que a ilustre colega descreveu muito bem em sua publicação. Confesso, no início da carreira tentei concurso público por causa da estabilidade que o cargo proporciona, contudo me vi um bom advogado, ético acima de tudo, e minha carreira só deslanchou quando disse a mim mesmo: "SOU ADVOGADO!". Parei com concurso e me dediquei a profissão, que é muito difícil, principalmente no início da carreira. Com o passar do tempo, entretanto, a situação melhora, as pessoas te respeitam, os juízes, promotores e serventuários em geral te respeitam e tudo se estabiliza. Não estou rico, longe, muito longe disso!! Vivo bem e com muita perspectiva no futuro, graças a dedicação a nossa profissão. continuar lendo

Obrigada, Dr. Anderson. Confesso para você que, em tão pouco tempo, mesmo querendo advogar, me vejo buscando concursos, me inscrevendo e os fazendo, justamente pela estabilidade de um concurso e a dúvida em continuar nesta profissão pelo que falei no artigo. Mas, junto com você, sinto grande orgulho de dizer que sou advogada. É bom saber que podemos alcançar bons objetivos e mudança de comportamentos alheios com o tempo. Obrigada pelas colocações, elas irão auxiliar muito a mim e a quem ler. continuar lendo